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Você sabe o que é e quais são os principais fatores de risco do descolamento de retina?

A visão é formada por um grupo de estruturas que, em condições normais de saúde, atuam de forma conjunta para permitir que as pessoas possam enxergar com clareza e nitidez. Contudo, diversas circunstâncias, inclusive algumas próprias do processo natural de envelhecimento, podem acabar comprometendo essa capacidade.

Um exemplo disso é o descolamento de retina, uma condição muito comum na terceira idade. E é justamente sobre essa alteração que vou explicar um pouco mais no texto de hoje. Confira!

 

O que é descolamento de retina

O globo ocular é formado quase que em sua totalidade por uma substância gelatinosa chamada humor vítreo. Atrás dele, posicionada no fundo do olho, está a retina, uma camada bem fina que tem como função captar as informações externas e transmiti-las para o nervo óptico. A partir dessa transmissão, as informações são levadas até o cérebro para que sejam transformadas nas imagens como nós conhecemos.

A retina não possui nenhum elemento de fixação especial que a prenda ao globo ocular.  É justamente o humor vítreo, que fica entre ela e o cristalino, que faz com que ela se mantenha em contato com as estruturas responsáveis por garantir seu suporte e nutrição.

Quando o humor vítreo tem a sua composição alterada (como no caso do envelhecimento), isso pode acabar comprometendo a retina e levar ao seu descolamento. Portanto, o descolamento de retina nada mais é do que uma alteração caracterizada pelo desprendimento dessa estrutura da superfície interna do globo ocular.

Quando essa separação acontece, a retina deixa de receber os nutrientes de forma adequada, levando à degeneração celular da estrutura e a perda gradual da capacidade de enxergar. Logo, essa é uma condição grave e que precisa ser tratada o quanto antes para que o quadro não evolua para a perda total da visão. 

Principais causas

Entre as principais causas que podem levar ao descolamento de retina, estão:

  • Ruptura ou furo na retina gerado por um traumatismo craniano ou ocular, por exemplo;
  • Tração ou repuxamento da retina ocasionado por alterações na composição do vítreo, como no caso do envelhecimento;
  • Acúmulo de vítreo na retinagerado, por exemplo, por doenças inflamatórias ou tumores oculares.

Fatores de risco

Como disse no início deste texto, os descolamentos de retina podem acontecer em qualquer idade, porém são mais comuns em pessoas com mais de 40 anos. Portanto, a degeneração do vítreo, causada pelo processo natural de envelhecimento, é considerado o principal fator de risco desse tipo de alteração.

Entretanto, existem outras condições que podem aumentar o risco de descolamento de retina. São elas:

  • Alto grau de miopia;
  • Cirurgia anterior de catarata;
  • Trauma grave nos olhos, na face ou na cabeça;
  • Diabetes descompensado;
  • Tumores;
  • Doenças inflamatórias;
  • História familiar de descolamento de retina.

Sintomas

Geralmente o descolamento da retina não está associado à dor, por isso é muito importante ficar atento aos sinais e manter as consultas com o oftalmologista sempre em dia. Quando a região central da retina é atingida, os sintomas mais comuns são visão turva ou embaçada e “moscas volantes”, ou seja, a sensação de enxergar insetos voando diante dos olhos durante boa parte do tempo.

Já quando a parte mais periférica da retina é lesionada, o descolamento se torna assintomático. E é justamente nesses casos que o perigo para o paciente se torna ainda maior, pois como não há nenhum tipo de incômodo ou dor, a retina vai ficando cada vez mais desnutrida. Com isso, o processo de degeneração celular é agravado, podendo levar inclusive à perda total da visão.

Desse modo, é essencial ir ao oftalmologista regularmente para que qualquer tipo de alteração na retina possa ser diagnosticada o mais cedo possível. E se você já tem mais de 40 anos, essa ação é ainda mais necessária, visto que os riscos de descolamento aumentam após essa idade.

Diagnóstico e tratamento

O mapeamento da retina, exame clínico feito a partir do dilatamento da pupila e análise do fundo do olho, é a forma mais comum de diagnosticar o descolamento de retina. Porém, quando algum obstáculo dificulta a observação do fundo do olho, é possível que o médico peça um ultrassom ocular para conseguir fazer o diagnóstico.

Em relação ao tratamento, a indicação vai variar de acordo com tipo, gravidade e a extensão do descolamento. Em casos onde não houve infiltração do vítreo na ruptura causada na retina, por exemplo, o recurso terapêutico mais comum é o tratamento à laser. Já em casos onde acontece essa infiltração, o tratamento cirúrgico é a forma mais comum de solucionar o problema.

Entretanto, é fundamental destacar que dependendo da gravidade do descolamento da retina, a visão pode não ser recuperada totalmente. Por isso, é importante mais uma vez reforçar a necessidade do diagnóstico precoce para que o tratamento possa realmente ser capaz de restaurar a capacidade completa de enxergar.

Ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe o seu comentário e vamos conversar! 

Drª Paula Borges Carrijo
Oftalmologista
CRM 53336 | RQE 41855

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