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Veja 10 doenças oculares mais comuns em idosos

A população idosa no Brasil está cada dia maior. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), hoje são mais de 28 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no País. Com a chegada da terceira idade, vêm também doenças oculares provocadas pelo envelhecimento dos olhos.

Separamos os problemas oftalmológicos mais comuns na terceira idade, principais sintomas e tratamentos. Se por um lado a população envelhece, por outro a expectativa de vida aumenta. Por isso, é importante cuidar muito bem da saúde – inclusive dos olhos – para melhorar a qualidade de vida e possibilitar um envelhecimento ativo e feliz.

Ectrópio
O que é? A pálpebra se dobra para fora e provoca seu afastamento do globo ocular. Embora seja mais comum nas pálpebras inferiores, pode ocorrer também nas superiores. Com o afastamento, ocorre a exposição da córnea e da conjuntiva.

Sintomas
Irritação nos olhos, ardência, sensação de corpo estranho, secreção, dor, lacrimejamento e vermelhidão.

Tratamento
Uso de colírios lubrificantes, pomadas e cirurgia para prevenir lesões ou por comodidade e estética.

Ptose palpebral
O que é? É a queda da pálpebra superior somente de um lado ou dos dois. Além do comprometimento estético, essa condição diminui o campo de visão quando fica abaixo da pupila.

Sintomas
Pode ser assintomática ou provocar peso sobre os olhos, olho preguiçoso, dificuldade de enxergar, necessidade de contrair os olhos para enxergar.

Tratamento
Cirurgia.

Síndrome do olho seco
O que é?
Muito comum em mulheres idosas, é uma condição oftalmológica que compromete a produção de lágrimas, deixando os olhos ressecados, sem lubrificação.

Sintomas
Olhos secos, vermelhidão, ardor, coceira e sensação de areia nos olhos.

Tratamento
Uso de colírios lubrificantes e acompanhamento oftalmológico para evitar lesões na córnea.

Tumores oculares

O que é?
O melanoma de coroide é o tipo de tumor intraocular mais comum, especialmente em idosos com pele clara. Outros tipos de tumores são o carcinoma, tumores palpebrais, melanoma de conjuntiva e tumores palpebrais.

Sintomas
Alguns causam olhos vermelhos, dor, visão comprometida e até podem ser percebidos ao olhar no espelho. Porém, em estágio inicial, muitos são assintomáticos, o que reforça a importância de ir ao oftalmologista com frequência para o exame de rotina.

Tratamento
Cirurgias, radiação, quimioterapia e, em alguns casos, retirada do olho.

Glaucoma

O que é?
É uma lesão no nervo óptico causada, na maioria das vezes, pelo aumento da pressão intraocular. Pode comprometer a visão e até causar cegueira irreversível se não for tratado a tempo.

Sintomas
Muitas pessoas não têm sintomas antes do início do comprometimento da visão, mas o glaucoma pode ser detectado em exames oftalmológicos de rotina e medição da pressão ocular.

Tratamento
Uso de colírios, laser, medicação e cirurgia.

Catarata

O que é?
É uma lesão ocular que ataca o cristalino, que fica opaco e provoca visão embaçada. A evolução da doença pode levar à cegueira, já que a opacidade permite que os raios solares atinjam a retina.

Sintomas
O principal sintoma é a visão embaçada. Pode haver também visão dupla, sensibilidade à luz, visão com brilho e dificuldade de dirigir ou ler.

Tratamento
O único tratamento para catarata é cirúrgico para a substituição do cristalino por uma lente.

Retinopatia diabética

O que é?
É uma doença da visão provocada pelo excesso de glicose no sangue: vasos do fundo do olho são danificados. É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

Sintomas
Não há sintomas na fase inicial. As queixas aparecem no estágio avançado, quando ocorre o acúmulo de líquido na retina (edema macular), além de hemorragia vítrea (sangramentos no vítreo), levando a visão distorcida, manchas e perda da visão.

Tratamento
Fotocoagulação a laser, anti-angiogênicos intra-vítreo e controle rigoroso da glicemia.

Retinopatia hipertensiva

O que é?
É uma lesão nos vasos da retina, causada pela pressão arterial alta (hipertensão). Com a progressão, ocorre estreitamento arterial permanente e alteração nas veias (cruzamentos patológicos), além de sangramentos na retina e nervo óptico. Em estágios avançados, pode causar oclusões vasculares (trombose), glaucoma neovascular, catarata e até descolamento de retina.

Sintomas
Assintomático em estágios iniciais, sendo diagnosticado apenas em exame de rotina. Com o agravamento, pode ocorrer comprometimento da visão, aumento da sensibilidade à luz e dores de cabeça constantes.

Tratamento
Resulta em tratar as consequências das lesões causadas nos vasos, tendo um resultado pouco satisfatório algumas vezes. Logo, a prevenção é essencial para manter a visão boa, além do controle da pressão arterial.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

O que é?
Causa comum de perda de visão entre idosos, essa doença ocular ocorre quando a mácula (uma área nobre da retina) tem suas células degeneradas, o que afeta a visão central. É agravada pelo tabagismo.

Sintomas
No início, só é possível detectar em consultório, no exame do fundo de olho. Os sintomas são abruptos, causando distorção das imagens, mancha escura e perda da visão central.

Tratamento
Monitoramento da visão, anti-angiogênicos intra-vítreo. O ideal é a prevenção, evitando exposição ao sol sem proteção, tabagismo, além de realizar alimentação balanceada.

Oclusões vasculares da retina

O que é?
É a obstrução ou bloqueio de uma ou várias veias que irrigam a retina. Essa obstrução leva a edemas, hemorragias e até isquemia.

Sintomas
É uma condição que começa silenciosa, que pode evoluir de forma abrupta na maioria das vezes com diminuição da visão, podendo ter dor ocular ou não.

Tratamento
Tratamento das complicações com fotocoagulação a laser, anti-angiogênicos intra-vítreo e, às vezes, cirurgia retiniana (vitrectomia)

Fatores de risco

Envelhecer bem está diretamente relacionado a adotar hábitos saudáveis ao longo da vida. Com a saúde ocular não é diferente. Há uma parcela de hereditariedade, mas existem muitos fatores que aumentam o risco de desenvolver doenças nos olhos, tais como: tabagismo, falta de atividade física, obesidade, e muita exposição aos raios ultravioleta sem proteção, alimentação desregulada, descontrole de doenças crônicas, distúrbios do sono e automedicação.

E fica muito claro quando falamos de cada doença: se ainda não faz, a oftalmologia deve fazer parte do seu calendário de cuidados com a saúde.

Dr. Paula Borges Carrijo
Oftalmologista
CRM 53336 | RQE 41855

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