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Quais são e como são feitos os exames de visão mais comuns em consultas de rotina

Os testes de visão, mais conhecidos como exames de vista, são essenciais para o cuidado com a  saúde dos olhos. Isso porque, eles ajudam a identificar doenças oculares ainda no início, evitando o agravamento de problemas que muitas vezes podem levar até a cegueira.

No texto de hoje, vou compartilhar com você quatro dos exames de visão mais comuns que são feitos em consultas de rotina e como eles são realizados. Confira!

1. Teste de refração ocular (Teste de Snellen)

O que é?

Popularmente chamado entre as pessoas como “exame de vista”, o teste de refração ocular talvez seja o exame de visão mais conhecido e também o mais realizado pelos oftalmologistas. Ele é um método não-invasivo aos olhos que tem como objetivo identificar a capacidade de enxergar do paciente e indicar o grau necessário dos óculos, caso eles sejam necessários.

Como o próprio nome sugere, o teste consegue detectar os quatro erros de refração que acometem a visão: miopia (dificuldade para ver de longe), hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto), astigmatismo (dificuldade de enxergar com nitidez em qualquer distância) e presbiopia (perda gradual da capacidade de focalizar objetos próximos aos olhos).

Como é feito?

Com a ajuda do auto refrator (equipamento que faz uma verificação prévia próxima do grau real) e do refrator (que é posicionado na frente do rosto), o oftalmologista projeta algumas letras na parede oposta da sala e pede ao paciente que diga quais ele consegue ver. Enquanto isso, o médico troca manualmente as possíveis lentes corretivas no auto refrator e avalia qual o efeito de cada uma em relação à capacidade de enxergar com clareza e nitidez as letras projetadas.

Com base nos dados dos equipamentos e no relato do paciente sobre qual das lentes foi a mais confortável durante a realização do teste, o especialista chega ao diagnóstico e prescreve a receita para os óculos, caso seja necessário. Normalmente, essa prescrição é dividida olho direito (OD), olho esquerdo (OE), grau esférico/cilíndrico e distância entre o nariz e as pupilas (DNP).

2. Teste de visão das cores (Teste Ishihara)

O que é?

O teste de cores de Ishihara é um exame feito quando há queixas ou suspeitas para detectar se a pessoa é portadora do daltonismo, que é uma disfunção ligada à falta de sensibilidade de percepção de determinadas cores. Geralmente, na maioria dos casos, as pessoas daltônicas são capazes de ver boa parte das cores, mas não conseguem fazer distinção entre alguns pares de cores complementares, como verde e vermelho.

Como é feito?

O teste consiste em um procedimento não-invasivo com duração de poucos minutos. Durante o exame, o oftalmologista exibe para o paciente uma série de cartões coloridos onde cada um deles são preenchidos por círculos com tons que vão variando levemente de um para o outro. Seguindo esse padrão, no centro dos cartões, círculos de uma cor diferente das demais formam determinados números. Então, é pedido ao paciente que diga se é possível enxergar quais são esses números.

Uma pessoa não daltônica consegue perceber facilmente a existência desses números, o que não acontece com a mesma facilidade com quem possui o problema. Diante do número de acertos do paciente, o médico chega ao diagnóstico que leva em conta, inclusive, o tipo e grau de daltonismo.

3. Tonometria

O que é?

É um teste feito para medir a pressão interna do olho, que pode sofrer variações caso a quantidade do líquido localizado entre a íris e a córnea (humor aquoso) sofra um desequilíbrio no seu mecanismo de produção/eliminação. Em casos onde o médico verifica que a pressão intraocular está alta, é necessário tomar medidas de forma imediata para evitar que as células da retina sejam comprometidas por esse aumento da compressão.

Como é feito?

O método conhecido como aplanação é a maneira mais comum de realizar a tonometria. Com a ajuda de um aparelho chamado tonômetro, o médico pede ao paciente que apoie o queixo e a testa nesse equipamento para que seja possível avaliar a córnea.  

4. Exame de fundo de olho

O que é?

Também conhecido como mapeamento de retina, esse exame tem como objetivo analisar todas as estruturas presentes no fundo do olho, como a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos. Esse teste é fundamental para o diagnóstico precoce de doenças oculares, como glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Como é feito?

Com a ajuda de um aparelho chamado oftalmoscópio, o oftalmologista projeta um um feixe de luz no interior do olho que permite observar as estruturas do globo ocular, em especial da retina. Para isso, geralmente, se faz necessário a aplicação de um colírio específico para ajudar na dilatação da pupila durante a realização do exame.  

Esses são alguns dos exames de visão mais comuns e que são feitos durante as consultas de rotina. Lembre-se que é muito importante manter em dia as visitas regulares ao oftalmologista, pois quanto mais cedo se descobre um problema ocular, mais fácil é o tratamento para solucioná-lo.

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