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O que é retinopatia hipertensiva e porque os idosos precisam estar atentos ao problema

A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença que atinge mais de 30% da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde. Como você provavelmente já deve saber, o aumento da pressão arterial é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto. No entanto, você sabia que ela também pode afetar a saúde dos olhos com o desenvolvimento da retinopatia hipertensiva?

Hoje, vou explicar mais sobre esse distúrbio da visão e porque os idosos estão entre as pessoas mais afetadas por esse tipo de retinopatia.

O que é retinopatia hipertensiva?

A retinopatia hipertensiva é um problema visual provocado pelo aumento da pressão arterial que afeta diretamente os vasos sanguíneos responsáveis por irrigar e drenar a retina. Entre as principais consequências que esse distúrbio pode causar na visão, estão: tromboses venosas da retina, catarata, descolamento de retina, hemorragia vítrea e glaucoma.

Fatores de risco

O principal fator de risco para o desenvolvimento da retinopatia hipertensiva é a elevação da pressão arterial. Considerado um problema crônico, a hipertensão compromete os vasos sanguíneos do corpo, prejudicando o funcionamento de órgãos, como coração, cérebro, rins e olhos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 73 milhões de brasileiros são considerados hipertensos. E o problema se torna mais frequente com o avanço da idade. De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, estima-se que 60% das pessoas com mais de 60 anos sejam portadoras da doença.

Nesse sentido, é essencial que os idosos estejam atentos em relação a saúde dos olhos. Isso porque, dado o cenário da hipertensão no Brasil, eles naturalmente acabam se tornando o grupo mais propenso a desenvolver a retinopatia hipertensiva. 

Principais sintomas

A retinopatia hipertensiva é uma doença silenciosa e não costuma apresentar nenhum tipo de sintoma em sua fase inicial, o que reforça a importância da visita regular ao oftalmologista para conseguir diagnosticar o problema ainda no começo.

A medida que a progressão da doença acontece, sintomas, como aumento da sensibilidade à luz, dores de cabeça constantes, redução da capacidade de enxergar com nitidez além manchas e embaçamento visão são alguns dos sinais mais frequentes e comuns.

Diagnóstico

Geralmente, o diagnóstico da retinopatia hipertensiva é feito por meio do exame de fundo de olho, mais conhecido como mapeamento da retina, que permite analisar a situação dos vasos sanguíneos da retina. É justamente essa análise que possibilita ao médico observar de perto esses vasos e identificar com maior precisão a gravidade da doença.

Entretanto, em determinados casos exames complementares, como retinografia e angiofluoresceinografia, podem ser solicitados para uma análise ainda mais aprofundada do problema.

Vale lembrar e reforçar novamente que pacientes que diagnosticados com hipertensão e que fazem acompanhamento oftalmológico de forma regular possuem maiores chances de recuperação e desaceleração da retinopatia hipertensiva. Isso acontece porque nesses casos o diagnóstico é feito antes do agravamento da doença e o tratamento é iniciado de forma imediata, ainda na fase inicial do problema.

Tratamento

O principal tratamento para retinopatia hipertensiva se dá através do controle da pressão arterial. Para isso, o ideal é que o paciente hipertenso mude seu estilo de vida adotando um conjunto de medidas capazes de evitar o agravamento da situação, como:

  • Uso de medicação específica para normalização dos níveis da pressão;
  • Perda de peso (em casos de obesidade);
  • Reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL);
  • Manter uma alimentação equilibrada, principalmente com relação sódio;
  • Fazer exercícios físicos regularmente;
  • Para de fumar (quando se é fumante).

Juntas, essas medidas ajudam na normalização da pressão, favorecendo a cicatrização da retina e evitando que novos danos ocorram. No entanto, em situações mais graves, como no caso de hemorragia vítrea, o médico pode indicar o tratamento cirúrgico para resolver o problema.

Como vimos, a retinopatia hipertensiva é uma doença que merece atenção e cuidado, principalmente por parte dos idosos e pessoas com hipertensão descontrolada. E não se esqueça: ficar atento à saúde dos olhos e realizar consultas regulares com o oftalmologista são ações capazes de preservar a sua visão.  


Drª Paula Borges Carrijo
Oftalmologista
CRM 53336 | RQE 41855

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