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O que é degeneração macular relacionada à idade

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença ocular muito comum em idosos, sendo considerada uma das principais causas de perda de visão nessa parcela da população. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 3 milhões de brasileiros acima de 65 anos sofrem com DMRI.

Para se prevenir, o primeiro passo é conhecer. Então, no texto de hoje vou explicar um pouco mais sobre o que é e quais são os principais sintomas, tratamentos e causas.

O que é a degeneração macular relacionada à idade?

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença que afeta o funcionamento de uma pequena região no centro da retina, chamada mácula, que tem como principal função proporcionar imagens mais nítidas, precisas e detalhadas. Mais comum em idosos, esse tipo de degeneração leva à perda progressiva da visão central, prejudicando ou até mesmo impedindo a realização de tarefas simples do dia a dia, como ler, dirigir e assistir TV.

Os tipos de DMRI

Existem dois tipos principais de degeneração macular relacionada à idade: atrófica (seca) e exsudativa (úmida).

A degeneração macular atrófica (seca) é a forma mais comum de manifestação da doença, podendo acometer até 90% dos pacientes que apresentam a DMRI. Nela, manchas esbranquiçadas (drusas) são formadas na retina, levando ao desgaste da região responsável pela elaboração das imagens. Essa forma normalmente provoca perda lenta e gradual da visão, sendo considerada menos grave principalmente quando é diagnosticada e tratada precocemente.

Já a degeneração macular exsudativa (úmida), apesar de ser menos comum, é o tipo mais agressivo de DMRI. Nela, pequenos vasos de sangue crescem embaixo da retina e invadem a mácula, causando danos nas células da visão. Quando esses vasos provocam sangramentos na retina, o paciente pode acabar perdendo rapidamente e de maneira significativa a capacidade visual.

Sobre os sintomas

Geralmente, a degeneração macular relacionada à idade é assintomática na fase inicial e evolui lentamente, principalmente na forma atrófica (seca). Com o passar dos anos, e com a progressão da doença, é que os primeiros sintomas começam a aparecer e incomodar o paciente. Entre os principais sinais que a DMRI pode manifestar, vale a pena destacar os seguintes:

● Percepção de manchas escuras na região central dos olhos;
● Visão central distorcida (as linhas retas parecem estar retorcidas ou onduladas);
● Diminuição do brilho e intensidade das cores (visão opaca);
● Dificuldade para reconhecer rostos;
● Necessidade de maior iluminação para realizar atividades, como ler e localizar objetos.

O mais comum é que o diagnóstico seja feito através de uma avaliação dos sintomas e também do exame de fundo de olho. Nele, com as pupilas dilatadas, o oftalmologista consegue fazer uma análise detalhada da retina de modo que qualquer alteração existente é claramente identificada.

Como funciona o tratamento

Os tratamentos existentes para a degeneração macular relacionada à idade ainda não conseguem regenerar completamente a parte da retina comprometida pela doença. Porém, eles conseguem retardar a progressão do problema e impedir que a lesão aumente e continue comprometendo a visão.

Portanto, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor. Normalmente, os protocolos administrados aos pacientes contam com o uso de antioxidantes, vitaminas e sais minerais, como zinco, cobre, vitaminas C e E, luteína e zeaxantina. Além disso, o uso de injeções com medicamentos antiangiogênicos e a cirurgia a laser também podem ser recomendadas, dependendo do caso.

Principais causas e formas de prevenção

Ainda não é possível determinar com exatidão quais são as causas da DMRI, mas o principal indicativo é de que ela seja provocada pela oxidação dos tecidos. Como esse processo de oxidação é um resultado natural do envelhecimento, esse acaba sendo o principal fator de risco para o surgimento e desenvolvimento da doença.

Entretanto, existem outros aspectos que podem provocar a degeneração macular. Entre eles estão o tabagismo, dietas pouco nutritivas e a exposição à luz solar sem a devida proteção. Além disso, questões genéticas e a cor da pele também podem influenciar no aparecimento da DMRI (pessoas de pele clara normalmente são mais acometidas pela doença).

Diante disso, é recomendado como forma de prevenção evitar o uso de cigarros, ter uma alimentação rica em nutrientes e vitaminas e usar óculos de sol com proteção UVA e UVB para evitar a exposição solar excessiva. E caso exista algum caso de familiar de primeiro grau com DMRI, o mais indicado é que a pessoa faça um acompanhamento anual com o oftalmologista a partir dos 40 anos.

Portanto, vale a pena ficar atento e agendar uma consulta caso perceba algo diferente em sua visão. O diagnóstico precoce é sempre a melhor forma de evitar problemas mais sérios no futuro.

Drª Paula Borges Carrijo
Oftalmologista
CRM 53336 | RQE 41855

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