Nosso Blog

Já imaginou enxergar as cores pela 1° vez?

Leia o relato emocionante de um jovem daltônico.

Imagina olhar para o céu e ao invés de ver a imensidão azulada, enxergar cinza!?

Para quem é capaz de ver as cores todos os dias, detalhes pequenos como esse, não parecem ter a mínima importância, mas para aqueles que não tiveram esse privilégio, ver as cores pela primeira vez poder ser muito emocionante.

O jovem Rafael Zacca, fez em seu Facebook, uma publicação relatando a experiência após comprar óculos para daltônicos. Leia a seguir:

“Quando eu era criança eu achava que era muito mais burro que as outras crianças, porque eu ‘demorava’ para aprender as cores. Descobri que era daltônico num livro de ciências. Por causa do daltonismo eu desisti de pintar. Mas isso não é o pior dessa história. Seja como for, semana passada eu me irritei com uma situação de limitação com o daltonismo.

Comprei os famosos óculos para daltônicos (esses da foto). Queria partilhar principalmente com os amigos daltônicos o que se passou hoje, no primeiro dia de uso. Além de aprender algumas coisas sobre esses óculos, também aprendi algo sobre as cores e sobre o meu daltonismo e a experiência social do daltonismo. Minha experiência é de protan forte com deutan fraco (muita deficiência no vermelho e um pouco no verde).

– As cores são uma coisa muito bonita. A gente não tem como entender. Mesmo com os óculos. Porque eles não consertam o nosso daltonismo. Mas usá-los diminui a limitação e muito. Foi como nascer de novo pra algumas cores. Principalmente para a combinação de certas cores. Essas combinações que não percebemos é que são uma coisa linda de morrer.

– A primeira coisa que me emocionou foi um flamboyant aqui perto de casa. Vi a árvore como se a visse pegar fogo. É muito intensa. O flamboyant não existia pra mim. Nasceu hoje.

– As cores dão muita vontade de rir. Eu ri o dia inteiro na rua. Achei tudo muito engraçado.

– Tudo é muito confuso no primeiro dia. Ainda não sei se acostumamos depois.

– As pessoas se vestem muito vibrantes, me fez rir muito. É o lado infantil da humanidade.

– Há muitos detalhes pequenos coloridos nos prédios. Os toldos são de muitas cores diferentes. Vi toldos azuis, amarelos, vermelhos etc.

– Feira é a coisa mais absurda. As frutas são delícias visuais. Maçãs são realmente vermelhas, não só aquelas especiais. Peras são fofas. Entre as raízes, beterraba é um troço louco.

– Carne vermelha é vermelha mesmo, não é cinza. E linguiça é muito engraçada, é super rosada. Parece comida de criança.

– Fachadas são divertidas. Elas são bastante diferentes em cor umas das outras. São separadinhas.

– A cidade não é cinza marrom e bege. É colorida. Mas nos detalhes.

– As caixas d’água chamam atenção.

– O céu é matizado o dia inteiro. No meio-dia não é uniforme.

– Cor não dá vontade de chorar. Vontade de chorar dá quando você passa a ver detalhes que não via e os outros sempre viram e interagiram afetivamente a partir dele. Dói ver a beleza de um flamboyant não pela beleza em si, mas porque quando alguém dizia “que lindo!” você ficava perdido.

– Os óculos funcionam bastante, inclusive em ambientes fechados. Basta ter luz. Da pra ver filme. Mas tem uma consequência: pra mim que sou muito protan (deficiência forte com vermelho), ele compensa muito no vermelho. Então dependendo da iluminação algumas coisas ficam mais avermelhadas, principalmente em ambientes fechados ou escuros.

– Não ponha na cabeça que você verá “normalmente”. Tenho a impressão de que não estou vendo nem como “normal” nem como daltônico com os óculos. É outra coisa. E os óculos não funcionam com todo mundo. Dei sorte. Se você é protan forte, me manda inbox e combina de vir testar se funciona pra você.

– O mais emocionante está em rever o entorno de sua casa, as coisas que você vê sempre.”

Fonte: Revista Marie Claire

Dr. Rodrigo Fernandes – RQE 33003
Dra. Paula Borges Carrijo – RQE 41855

(34) 99869-7469 UMC Centro Clínico – Rua Rafael Marino Neto, 600​

Compartilhe:

Tudo sobre Glaucoma e Maio Verde

Glaucoma. Não adianta fechar os olhos! De acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, em 2040 o glaucoma afetará cerca de 111,5 milhões de

Abra o Chat
Olá, como podemos ajudar?