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Diabetes e visão: saiba como a retinopatia pode prejudicar a saúde dos olhos

Você sabia que o diabetes é uma doença pode comprometer seriamente a saúde dos olhos?  Considerada a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos, a retinopatia diabética é um problema que pode atingir mais de 75% das pessoas que convivem com o diabetes há 20 anos ou mais, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Apesar de esse índice de ocorrência ser tão alto, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Bayer mostrou que 54% dos participantes que tinham diabetes nunca ouviram falar na retinopatia diabética. Portanto, é muito importante falar sobre o problema e esclarecer que ele pode levar a cegueira se não for diagnosticado de forma precoce.

O que é a retinopatia diabética?

A retinopatia diabética consiste em uma alteração dos vasos sanguíneos que nutrem a retina, região do olho responsável pela formação das imagens. Normalmente, o seu surgimento está atrelado aos altos níveis de açúcar no sangue, considerada a principal característica de diabetes descontrolada.

Quanto mais avançada for a retinopatia, maior é a extensão do dano causado na retina. Logo, as chances de perda progressiva da capacidade de enxergar aumentam de acordo com o grau da doença. Portanto, é muito importante que as pessoas diabéticas cuidem da glicemia, procurem ter um estilo de vida mais saudável e façam visitas regulares ao oftalmologista, pois quanto mais cedo o diagnóstico é feito, menores são os impactos na visão.

Tipos de retinopatia

Existem dois tipos de retinopatia diabética, um mais comum em fases mais avançadas da doença e outro característico de estágios menos avançados. Conheça quais são as principais diferenças entre elas. 

Retinopatia diabética não proliferativa

A retinopatia diabética não proliferativa é considerada o estágio menos avançado da doença. Nele, pequenas dilatações e obstruções vasculares podem acontecer, comprometendo a chegada de sangue com oxigênio e nutrientes em determinadas áreas da retina.

Se a mácula, região mais importante da retina, não for afetada por essas obstruções, a retinopatia não proliferativa pode ser completamente assintomática. E é aqui que mora o perigo: como o paciente não tem qualquer tipo de sintoma, ele nem desconfia que possa estar ter algum problema de visão.

Retinopatia diabética proliferativa

A retinopatia diabética proliferativa é considerada a fase mais avançada da doença e é caracterizada pelo surgimento de novos vasos sanguíneos na retina, conhecidos como neovasos. Esses vasos, que crescem sem causar qualquer nenhum sintoma, são bastante frágeis e podem se romper com facilidade, provocando derramamento de sangue na superfície. Com isso, o paciente pode ter uma perda grave da visão ou até mesmo ficar completamente cego em casos mais graves.

Como mencionei na fase anterior, quando não há nenhum tipo de lesão na mácula a retinopatia tem um comportamento assintomático. Logo, é justamente nessa fase mais avançada da doença que os sintomas começam, de fato, a aparecer. Visão embaçada, diminuição da capacidade de identificar o contorno e a forma dos objetos, visão distorcida e dificuldade para diferenciar cores são alguns dos sinais que devem servir de alerta para os pacientes com diabetes.

Diagnóstico e tratamento

Com certeza você já sabe que a prevenção é sempre o melhor remédio. No caso da retinopatia diabética, esse caminho é ainda mais importante devido ao comportamento assintomático da doença nos estágios iniciais.

O exame do fundo do olho é a forma mais simples de diagnosticar problema. Nesse teste, o médico consegue examinar com detalhes toda a estrutura da retina por meio da dilatação das pupilas. Além disso, a angiografia fluoresceínica, um exame que permite avaliar as características do fluxo sanguíneo nos vasos da retina, é outra forma de fazer o diagnóstico da retinopatia.  

Em relação ao tratamento, ele irá variar de acordo com o estágio da doença. Na fase inicial, somente o controle da glicemia pode ser uma medida suficiente. Já em fases intermediárias e avançadas, a aplicação de laser e o tratamento cirúrgico são algumas formas de estabilizar o problema, que não tem cura. 

Visite o oftalmologista regularmente

Devido aos inúmeros fatores de risco que o diabetes carrega consigo, é essencial que o portador da doença tenha um cuidado especial com a sua saúde e isso deve incluir o cuidado com a visão.

Além de manter a glicemia controlada e prezar pelo estilo de vida mais saudável, com alimentação equilibrada e prática de atividades físicas, visitar o oftalmologista regularmente é muito importante para quem é diabético. Só assim é possível diagnosticar doenças visuais, como a retinopatia diabética, ainda no início e evitar todas as complicações que elas podem trazer para o dia a dia

Drª Paula Borges Carrijo
Oftalmologista
CRM 53336 | RQE 41855

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